Para o DSM IV ,
Transtornos da aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura,expressão escrita ou matemática estão substancialmente abaixo do esperado para idade, escolarização e nível de inteligência.
Por outro lado, temos que o desempenho escolar depende de diferentes fatores: características da escola (físicas, pedagógicas, qualificação do professor), da família (nível de escolaridade dos pais, presença dos pais e interação dos pais com escola e deveres) e do próprio indivíduo (ARAÚJO, APCQ, 2002).
Podemos então concluir, que o quadro pode ser caractrizado como: dificuldade na quisição, percepção, processamento ou evocação das informações; dificuldade na realização das tarefas de forma autônoma e independente; dificulduldade relacional no ambiente escolar.
Devemos estar atentos para diferenciar de "criança preguiçosa" de criança com dificuldade. A preguiça, pode na verdade, ser apatia diante do desafio a ser enfrentado, de não querer demosntrar aos pais que não sabe. Algumas crianças costumam omitir informações, falar que não foi explicado, enquanto estudam bebem muita água e vão ao banheiro para não manter-se frente ao caderno, distraem-se com facilidade, e no momento da tarefa, querem conversar sobre outros assuntos.
Outro ponto de atenção é o diagnóstico. Muitos sintomas são similares entre vários transtornos como TDA, TDHA, dislexia, discalculia, depressão infantil, transtornos de humor, transtorno de ansiedade e transtorno de conduta. Assim, somente uma análise apurada do histórico da criança e família, avaliação dela nos diferentes contextos, pode responder o diagnóstico.
Seguem alguns sinais que podem indicar dificuldade escolar ou emocional:
- Inquetação motora
- Excitabilidade
- Desligamento (déficit de atenção)
- Isolamento
- Abordagem intelectual confusa
- Percepção irregular
- Lentidão no processo associativo
- Dificuldade de compreensão, interpretação, atenção, memorização, análise, síntese e generalização
- Falta de energia e apatia (preguiça)
- Medo de ação independente
- Negativismo (constante, sentimento de incapacidade)
- Sentimento de inferioridade
- Interesses reduzidos (ou fixados)
- Falta de confiança na produtividade
- Discordância entre capacidade e ação
- Imaturidade (intelectual, social e afetiva)
- Irritabilidade (baixa tolerância a frustração)
Na presença de vários desses sintomas, especialmente em relação as atividades escolares, deve-se encaminhar a um especialista para averiguação. Profissionais que lidam com a situação: psicólogo, psiquiatra, neurologista, terapeuta ocupacional, psicopedagogo, fonoaudiólogo e pedagogo.
É importante lembrar, que para um diagnóstico efetivo, precisa-se de uma avaliação apurada, o que requer conversar com a criança e pais, observá-la em contexto escolar e protegido. Particularmente, levo de 4 a 5 sessões, mais a conversa com as pessoas que cuidam da criança, para chegar a uma conclusão. Na visão da Terapia Ocupacional, não basta identificar a diciculdade-problema, mas é essencial investicar o que gera o problema, permitindo tratamento com resultados a longo prazo. Toda pessoa é passível de aprender, em algum nível,desde que com a medotologia apropriada para ela.