domingo, 30 de janeiro de 2011

Terapia Ocupacional em resumo...

William Dunton, um dos fundadores da Terapia Ocupacional, apontou algumas reflexões no período da Primeira Guerra Mundial:

Que ocupação é tão necessária para a vida quanto a comida e a bebida… Que todo ser humano deveria ter uma ocupação física e mental.. Que mentes doentes, corpos doentes, almas doentes poderiam ser curadas através da ocupação..  Para o terapeuta ocupacional, ocupação é um elo de retorno à vida, é o meio utilizado para engajamento do paciente na reconstrução de sua vida.
São as atividades diárias, presentes na cultura e que preenchem o tempo, ou seja, é o fenômeno central da vida diária, pelo qual as pessoas entendem seu próprio significado. AQUILO QUE VOCÊ FAZ TODOS OS DIAS. Que nós terapeutas dividimos em atividades de auto cuidado, lazer e produtividade. Quer um exemplo?

Comer e beber, preparar ou comprar seus alimentos, vestir-se, escovar os dentes, pentear-se, tomar banho, fazer xixi e coco, dormir, movimentar-se, comunicar-se, relacionar-se e ter segurança. Além disso, a forma como as fazemos, a maneira como obtemos os recursos para fazê-las é bem diferente

Há quem goste de plantar suas próprias verduras em casa, outros preferem comer em restaurantes todos os dias, alguns vão de carro ao trabalho, outros de bicicleta e um bom número de ônibus. Há os que moram em apartamento e sobem escadas todos os dias e quem não tem nem onde morar. Alguns estudam, muitos trabalham , praticam esportes, usam telefone, conversam pelo computador, tem segurança próprio ou fogem de tiroteio todos os dias. Como nada caí do céu inventamos o trabalho remunerado para pagar nossas contas, produtos para serem produzidos e vendidos e leis para organizar tudo isso!

Resumindo, para sobreviver fomos desenvolvendo ferramentas, regras sociais, profissões, divertimento. Surgiram doenças, inventamos remédios, discutimos a importância disso ou daquilo… Para sobrevivermos mantemo-nos ocupados o tempo todo, até mesmo na “ociosidade em frente da televisão”.

A questão é que NÃO SOMOS ONIPOTENTES, estamos sujeitos a doenças infecciosas, distúrbios emocionais, envelhecimento, acidentes, violência, disfunções físicas e mentais, dificuldades de interação, presença de drogas, desvios comportamentais, dificuldades de aprendizado, síndromes genéticas, desgaste físico…. E tudo que fizemos depende do corpo e da mente, é neste ponto que as atividades tão corriqueiras tornam-se tão importantes!

Terapia Ocupacional é isso, auxiliar o retorno das funções ocupacionais diárias.

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