domingo, 30 de janeiro de 2011

Tópicos da história da Terapia Ocupacional

Em meados do século XX, pouco antes da Primeira Guerra Mundial, muitos médicos, enfermeiros e sociólogos perceberam – que um paciente ocupado e produtivo evoluía muito mais em seu processo de cura, que aquele que ficava “restrito ao leito, em total repouso”. Na época, especialmente aos pacientes psiquiátricos, depois tuberculosos (epidemia) e ex-combatentes de guerra mutilados e traumatizados que anciavam por um retorno produtivo na sociedade.
 
Inicia-se assim, a discussão da possibilidade da ocupação (atividades de qualquer tipo) ser uma forma de tratamento, uma possibilidade de retorno do doente a sociedade; de forma que médicos, arquitetos, enfermeiros, psicanalistas foram construindo os pressupostos da Terapia Ocupacional, firmando-se como um curso de nível superior (1938) - antes curso técnico, e hoje como profissão regulamentada com métodos, instrumentos e finalidades próprios.

Assim a Terapia Ocupacional definiu-se como  ciência e arte das ocupações humanas, ou seja, ela não somente estuda o que e como as pessoas fazem suas coisas como é responsável por garantir a funcionalidade da pessoa em seu dia-dia, seja adaptando os objetos que a pessoa utiliza, ensinando novas formas de usá-los ou encontrando formas alternativas que garantam que a pessoa seja respeitada na sua dignidade, potencial e autonomia.

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